Startup Weekend 50+


Inovação com e para os maduros


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Não os chamem de idosos nem de terceira idade, eles são maduros. A faixa etária de 50 anos ou mais já representa uma enorme fatia da população mundial e também do mercado. Portanto, inovar para eles e com eles é mais que preciso. E nós tivemos o incrível prazer de sentir de perto a energia dessa galera.

Durante um final de semana, nossa casa foi o hub da edição do Startup Weekend 50+. O evento que acontece em todo o mundo e tem como principal apoiador o Google trouxe muita energia e ideias boas para nosso espaço, com um time de mais de cem maduros criando inovação.

Segundo a organização do SW, “essa foi a primeira edição no mundo com caráter intergeracional, com participantes de 20+ a 80+, abordando as dores e problemas da senioridade. Em 54 horas, foram desenvolvidas iniciativas inovadoras para capacitação e inclusão digital, geração de trabalho e renda, logística, serviços e mobilidade. O SW50+ foi um sucesso e confirmou o potencial da diversidade na geração de ideias e soluções que poderão melhorar a qualidade de vida desse público”.

Geração de negócios

O Startup Weekend (SW) funciona como um enorme hackathon, onde pessoas desconhecidas se juntam para criar uma startup em apenas três dias. O ritmo é intenso.

No primeiro dia, os participantes são introduzidos ao espírito do evento, entendem como a dinâmica de trabalho funciona e também precisam apresentar rapidamente algumas ideias para uma startup em um pitch relâmpago. É comum algumas pessoas chegarem com algumas ideias vindas de casa ou até mesmo criá-las na hora. Em um minuto, os participantes precisam explicar a ideia básica do negócio que eles querem desenvolver e, com isso, tentar angariar membros para seu time. 


Nunca é tarde para empreender

“Como mentor do Startup Weekend em Tóquio, já tive o prazer de participar dessa experiência alguma vezes. Porém, nas edições que presenciei, grande parte dos participantes já vinha do mercado de tecnologia, inovação ou design. Já na edição 50+, foi sensacional estar próximo de um público completamente diferente, porém com energia e disposição de fazer inveja em qualquer millennial”, comenta Mateus Bagatini, responsável pela gestão de comunidade e eventos na Questtonó.

Tendo como propósito a criação de inovações para o público 50+ por meio da conexão intergeracional, essa edição misturou uma maioria de maduros com alguns jovens que também embarcaram nessa proposta.

Desenvolvimento de soluções

Por mais que o SW tenha um aspecto social e seja uma experiência divertida, não estamos falando de brincadeira não. Além da primeira noite de apresentação, os participantes têm que se envolver com a dinâmica do evento das 10h da manhã até às 22h, durante todo o final de semana. Nesses três dias, eles passam de “zero to hero”, fluxo de criação de produto que um hackathon normalmente segue. 

Após a geração de uma ideia para responder a um problema, é feita uma validação com entrevistas nas ruas. Dessas respostas, uma solução é desenhada. Ela então é lapidada e precisa ser apresentada em um pitch matador. Durante as horas de trabalho, os participantes, muitas vezes sem experiência no mercado startup, contam com a ajuda de mentores, profissionais das áreas de negócios, tecnologia, design e inovação. 

Para essa edição 50+, nosso CEO, Levi Girardi, foi convidado para se unir ao time de mentores e ajudar a impulsionar as ideias dos 14 grupos que foram formados. E ele bem apontou que “curiosamente, apesar da vasta experiência da maioria, não só pela idade, mas por suas carreiras de sucesso, os participantes sempre foram muito receptivos às recomendações dos mentores. Isso mostra que um dos maiores legados da experiência é a capacidade de ouvir, aprender e se utilizar do que faz sentido”.

Pitch de negócios 

Com a ideia pronta e os slides calibrados, cada startup recém-criada precisa vender sua ideia. O que é sempre julgado de forma extremamente construtiva e realista por um corpo de jurados de peso. Dessa vez foram Cléa Klouri, diretora de Growth na Silver Makers, Elisabete Fernandes, consultora de empreendedorismo e inovação do SEBRAE e Fábio Ota, CEO da ISGAME, que selecionaram as três melhores ideias do final de semana. 

No final, a ideia que abocanhou o primeiro lugar foi a “Duplique o Bem”, uma plataforma que gera bilhetes de entretenimento gratuitos para maduros com menor renda, por meio de contribuições de pessoas de maior renda. 

Human first

O Startup Weekend normalmente tem um aproveitamentoo de 12% de todas as ideias que são criadas e muitas delas realmente se tornam negócios de sucesso, como é o caso da brasileira Easy Taxi. Além de todo aprendizado com foco em empreendedorismo, o SW é uma experiência de vida. 

É um evento onde ideias diferentes se encontram, pessoas se conhecem e acabam criando inúmeras oportunidades umas para as outras. Muitas vezes, é também um marco na vida de muitos, que acabam descobrindo novas vocações e também descobrem a si mesmos. 

“Tenho certeza que essa edição com foco nos maduros elevou essa experiência a níveis que eu jamais havia visto. Foi incrível conviver com essas pessoas inspiradoras, desde os participantes aos mentores e organizadores, que compartilharam seu conhecimento e tempo voluntariamente e criaram um evento memorável. Como um ex-mentor do SW, e como parte da Questtonó, sou extremamente grato por poder ter recebido uma edição tão especial do Startup Weekend. Que venham as próximas”, finaliza Bagatini.