Esses 6 temas vão orientar as inovações em 2020


Transformação nos negócios para o agora, de olho em um futuro melhor


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Na vanguarda das fontes de inovação para 2020, enxergamos o design cada vez mais conectado aos negócios. Acreditamos que as organizações têm potencial para projetarem soluções criativas para o futuro com mais responsabilidade. Para isso, é importante que as lideranças estejam atentas às mudanças pelas quais o mundo passa.

Com mais de 25 anos de experiência no mercado, inúmeros projetos e estudos realizados no Brasil e nos EUA e mais de 150 prêmios, acreditamos que nossa visão sobre alguns dos principais temas que devem orientar as inovações em 2020 podem te orientar a tomar melhores decisões de negócio.

Explore os 6 temas selecionados a partir de uma curadoria com base em nossas pesquisas, projetos e estudos:

 

 1. Bem-estar sustentável como fonte de inovação

Apesar de uma forte onda contrária, o conceito de sustentabilidade finalmente passa por um momento em que ganha projeção de urgência global e por isso não poderia estar fora das oportunidades de inovação em 2020. O modelo de bem-estar que a nossa sociedade construiu até hoje, pautado pelo consumo e conveniência, se mostrou inviável para atender as necessidades de uma população que só cresce.

Chegamos a um ponto onde pensar apenas em produtos mais sustentáveis virou inovação incremental.

O único caminho a seguir é o da disrupção sustentável: novas experiências para satisfazer as mesmas necessidades humanas e como fonte de inovação para o futuro.

Assim podemos pensar em soluções que tenham 10, 20 ou até 100 vezes menos impacto ambiental. Criações mais voltadas para o “nós” e menos para o “eu”.

O papel do design é orquestrar esse desafio. Aplicar o conceito de bem-estar sustentável dentro desse cenário de inovações para 2020 significa oferecer o máximo de bem-estar possível para a população sem gerar mais danos para o planeta ou comprometer as futuras gerações.

Conheça nossa visão sobre o conceito de bem-estar sustentável:

2. Design e tecnologia como principais aliados

Passamos por uma nova revolução industrial, que tem a tecnologia como seu principal impulsionador. Nesse contexto, as pessoas passaram a querer soluções personalizadas a todo tempo porque, na smart era, tudo é inteligente. Aprendemos a conviver com produtos e experiências muito mais sofisticados, personalizados e únicos. Além disso, as novas formas de interação que estão surgindo para além das telas bidimensionais, como a extended reality ou XR (que contempla VR, AR e MR), pedem que a gente repense nossa relação não só com a tecnologia em si, mas com o mundo.

Por conta dessas transformações, o design passou a ter uma linguagem e metodologia muito mais sofisticada para conseguir construir e comunicar novas experiências.

O design é a comunicação smart.

Quando se cria a partir dele, se constrói produtos muito mais consistentes, porque o processo exige inteligência, pensamento crítico e muitos testes, tudo de maneira ágil.

Da moda ao varejo, dos serviços digitais ao marketing de experiência, são inúmeras as possibilidades de aliar design à tecnologia para explorar e enxergar novas experiências que geram oportunidades de inovação nos negócios.

3. Conexão emocional transforma experiências

A velocidade e o excesso com os quais novos produtos nos são apresentados joga a barra de exigência do consumidor lá para cima. Com tantos marketplaces e apps parecidos, um fator determinante na hora de aderir a uma nova proposta é a conexão que ela tem com o repertório emocional das pessoas. Isso se tornou uma forma poderosa para que as marcas sejam ouvidas, e portanto, uma das principais oportunidades de inovação para 2020.

Nesse cenário, se tornou muito comum o recurso da nostalgia, sentimento que age como mecanismo de defesa em tempos de mudanças tão drásticas. Ela confere uma segurança ao presente e ajuda nosso cérebro a compreendê-lo com base em referências do passado.

O sucesso de novos produtos e iniciativas nostálgicas é um sinal para as marcas de que somente tentar resolver uma dor ou necessidade superficialmente não basta mais: é preciso compreender amplamente a cultura de seus consumidores para tirar o máximo dessa fonte de inovação.

Assista ao mini-doc “Como a nostalgia pode te influenciar?”, produzido pela área de Pesquisa & Estratégia da Questtonó

A nostalgia é capaz de resgatar valores importantes para as pessoas, como a tradição (neste caso reinventada) e a tão almejada autenticidade. No entanto, cabe atenção: nostalgia sem reflexão vira uma tendência visual vazia de significado. Emprestar referências do passado só faz sentido quando a marca de fato dialoga e tem propriedade para buscar essas referências.

4. A cidade como hardware

Em um cenário de aglomeração urbana extremamente acelerada no mundo e crescimento desenfreado de grandes metrópoles (especialmente nos países em desenvolvimento), como dar conta de tanta gente no mesmo lugar?

Devemos encarar as cidades como um hardware, no qual você pode rodar vários softwares.

O desenvolvimento de cidades inteligentes é pautado em sistemas distribuídos, dinâmicos e flexíveis, que as tornam mais otimizadas de acordo com suas demandas. Necessidades básicas, como abastecimento de água, energia e saneamento, devem se utilizar desses conceitos para garantir menos desperdício e evitar estruturas ociosas.

Mas essas não são as únicas demandas dos habitantes de uma cidade. A alta velocidade de mudança da configuração social faz com que muitas estruturas criadas possam se tornar obsoletas antes mesmo de se consolidarem, o que pede um olhar para a autogestão na hora de novas propostas. O urbanismo tático, que emprega a lógica do design thinking e prototipa com a população pequenas intervenções para interagir e criar a experiência de cidade de forma coletiva, é um bom ponto de partida para aproveitar essa oportunidade de inovação em 2020.

5. Para onde (e como) vamos de um lugar para outro

A falência do projeto de cidade que tem o carro como sistema de transporte prioritário exige novas respostas da mobilidade. O impacto do avanço acelerado dos sistemas de compartilhamento, dentre outros exemplos, levou a um entendimento quase consensual de que a melhor forma de lidar com esse tema é pensar de maneira intermodal, investindo em alternativas viáveis de transporte e pensando na articulação entre elas.

A menor necessidade de posse de um produto leva a condições mais flexíveis e que se adaptam melhor às demandas específicas de cada usuário. Como consequência, surgem várias oportunidades de negócio como resultado dessa tendência de consumo. Exemplos ao redor do mundo dão uma pista de para onde vai essa discussão, como a ascensão dos veículos autônomos, o não-carro e até cidades que estão implementando gratuidade no transporte coletivo.

Aos que desenvolvem soluções para a mobilidade, é importante identificar, antes de tudo, qual é a experiência real por trás de uma nova criação. Há um grande risco de uma empresa não sobreviver a médio prazo quando o ponto de partida dela é um produto e não a resposta para o problema que ela quer solucionar.

6. Reconectando a saúde com as pessoas

A revolução digital também promoveu transformações significativas na saúde, colocando em xeque modelos antigos e desafiando todos os envolvidos nesse cenário. A descentralização da informação empoderou as pessoas e fez delas o agente central desse ecossistema.

Saúde agora também contempla estar doente.

As doenças, principalmente as crônicas, deixam de ser um estado de completo sofrimento. É possível ter diabetes e ser saudável. E isso cria uma nova oportunidade de inovação para 2020 nessa área.

O indivíduo com mais controle e conhecimento de sua condição pede uma relação mais próxima e transparente com aquele que o trata. A abordagem do especialista requer um olhar mais amplo e holístico. Se por um lado as pessoas buscam pelos próprios sintomas no Google, por outro demandam maior humanização e empatia do olhar de um profissional.

É urgente também repensar os modelos de negócio desse mercado, que por muito tempo segmentou a informação e geriu mal os recursos presentes, condicionando o financiamento do sistema à quantidade de tratamentos e não aos resultados oferecidos por eles. Para garantir eficiência é preciso acessar o potencial do design e agir sistematicamente, desenvolvendo projetos de inovação com experiências que compreendam o comportamento das pessoas, as mudanças culturais que elas enfrentam e os movimentos de mercado, que, uma vez analisados e integrados, geram inúmeras oportunidades de negócio.

 

Como tirar o máximo das oportunidades de inovação para 2020 em seu negócio?

Quer saber como aproveitar as oportunidades de inovação em 2020 mas ainda não sabe por onde começar? Precisa empreender uma transformação digital ou compreender melhor as dores dos clientes para poder inovar e impulsionar o seu negócio? 

Somos um time global e transdisciplinar de designers, engenheiros, pesquisadores e estrategistas que desenvolvem produtos físicos e digitais, além de marcas e serviços de forma sistêmica e integrada. Para nós, construção de marca e desenvolvimento de produtos andam juntos.

Nosso objetivo é identificar oportunidades únicas de negócio para aplicar nossas habilidades em design e tecnologia com base nas necessidades das pessoas. Assim, criamos produtos, serviços e experiências prontos para implementação.

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Seu negócio estará em boa companhia com outros clientes nossos como Ambev, Ford, Natura, Samsung e LG, dentre outros com quem tivemos o prazer de trabalhar.