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Design Thinking não é colar post-it


Não, não é!


Articles

por Mario Fioreti, Diretor de Projetos Especiais

Já vi muitas dessas atividades em que a galera ia preenchendo e cobrindo paredes com post-its coloridos. Ficava lindo, todo mundo curtia, mas o resultado não vinha. Claro, pois design thinking é apenas uma ferramenta, tão útil quanto a habilidade da pessoa que vai usá-la.

E não vamos nos enganar, como hoje tem muita gente fazendo isso, alguns não sabem extrair o seu melhor. Para rodar uma jornada de Design Thinking, é preciso compreensão do conceito criativo, tempo para uma imersão no problema proposto, espaço para uma análise dos insights e, principalmente, habilidade em coordenar pessoas com pontos de vista completamente diferentes, que é o que trará ideias ricas e, esperamos, provocadoras, pois é aí que a inovação aparece. E quando aparece, é que começa a parte mais importante do processo: a experimentação.

O perigo mora no fato de muitos clientes acharem que receber uma lista de oportunidades bacanas é a principal entrega do processo. Mas é aí que começa a ficar interessante, pois é a hora de colocar em prática essas ideias, testá-las e ver o que dá certo e o que não dá, corrigindo o que é possível e descartando o que não agrega valor, capturando todos os aprendizados que farão a diferença no futuro.

As empresas mais inovadoras do mundo são justamente as que mais experimentaram
alternativas diferentes entre si, e que resultaram num repertório de conhecimentos que as ajuda a identificar cada vez mais cedo o potencial de valor de uma iniciativa. Não se engane ao pensar que empresas que saíram com soluções geniais acertaram na primeira. Geralmente os produtos e serviços que enriqueceram muitas delas deixando os concorrentes para trás, são fruto de uma jornada onde a cultura de inovação foi sendo moldada pouco a pouco, com a inserção de pessoas talentosas, executivos inquietos e acionistas abertos ao risco ponderado.

Para dar um exemplo simples, a Whirlpool, uma das empresas mais inovadoras em seu segmento, deu o primeiro e importante passo há quase 20 anos atrás, quando decidiu que seu processo de seleção de pessoas privilegiaria aquelas abertas a mudanças e dispostas a correr riscos por uma alternativa ainda não experimentada antes.

No entanto, a popularização do Design Thinking trouxe um benefício inegável para nós, designers: explicou para muita gente como funciona nossa cabeça pois sempre fomos os outsiders do mundo criativo. E aqueles que ainda não sabiam direito o que fazíamos começaram a achar que talvez fosse uma boa ideia conhecer um pouco mais do trabalho dos caras que criaram isso.

E viram que o design evoluiu silenciosa, mas rapidamente, acompanhando a mudança radical no comportamento das pessoas, na evolução das tecnologias disponíveis a cada semana – digitais ou não – nas técnicas de pesquisas que nos permitem entrar no coração e mente dos usuários. Mais do que produtos e serviços, hoje somos capazes de criar modelos de negócios criativos e de alto valor, alinhados ao que é esperado pelos consumidores de uma nova era, com demandas e expectativas desafiantes para todos.

Através do que chamamos de design sistêmico, conduzimos diferentes competências, como pesquisa, estratégia, produtos, serviços e desenvolvimento digital, que atuavam separadamente, e que agora trabalham lado a lado, de forma sincronizada e complementar, com uma só orientação e um só cronograma.

As grandes consultorias de negócios já viram isso. A Deloitt tem na Doblin seu braço de design. McKinsey fez o mesmo com a Lunar e a Accenture com a Fjord, só para citar algumas. O objetivo delas é um só: aumentar a competitividade de seus clientes, através de benefícios claros e de alto valor percebido a seus consumidores finais, que é justamente a especialidade do design.

No Brasil, a Questtonó é a expressão máxima dessa multidisciplinaridade, crescendo a cada ano. É por isso que escolhi essa empresa para ser minha nova casa. Depois de anos como executivo de design e inovação de uma companhia só, buscava uma forma de amplificar minha crença no design como ferramenta estratégica para empresas que querem ser melhores, através de produtos e serviços projetados para consumidores cada vez mais engajados com causas que eu e meus colegas defendemos.

O design sistêmico que aplicamos aqui é a garantia de que, muito além de post-its na parede, estamos comprometidos com entregas de qualidade em pesquisa, conceituação, desenvolvimento de soluções, estratégia e branding, deixando nossos clientes e os clientes de nossos clientes satisfeitos.