Design centrado no ser humano para a saúde


Uma nova perspectiva sobre saúde centrada no ser humano


Articles

doutora-andressa-s-gullin

Por Andressa Gulin e Levi Girardi

Se queremos ter uma nova perspectiva sobre a indústria da saúde – o que chamamos aqui de design centrado no ser humano para a saúde – primeiro devemos compreender o significado de saúde.

“Saúde é um estado de completo bem estar físico, mental e social, não somente a ausência de doenças.” Organização Mundial da Saúde (OMS), 1946

Ao pensar em saúde sob a lente do tripé bio-psico-social, a OMS estimulou políticas públicas voltadas a ações como segurança social e saneamento básico, que resultaram em benefícios significativos para a sociedade. De fato, desde 1940 dobramos a expectativa de vida e diminuímos em 90% a taxa de mortalidade infantil no Brasil.  

Por outro lado, esta visão de saúde vem sendo questionada pela sociedade médica contemporânea. Se para ser saudável, qualquer desequilíbrio passa a ser encarado como doença, o ser humano precisa beirar à perfeição. Construímos assim uma sociedade dividida, onde os  conceitos de saúde e doença, médicos e pacientes, prevenção e tratamento são antagônicos, criando uma visão vaga, imensurável e inatingível de saúde. Devemos então abrir espaço para uma nova perspectiva para esse tema, aplicando o design centrado no ser humano.

Parafraseando Paulo Freire, que dizia que “o mundo não é, o mundo está sendo”,  podemos pensar que saúde também não é, saúde está sendo.

O design centrado no ser humano na saúde

As dicotomias entre saúde e doença, médico e paciente já não cabem mais no contexto atual. Para o “ser humano real”, todos os fatores da vida se misturam em uma única experiência. Se quisermos enfrentar os novos desafios do nosso tempo, precisamos entender quais são os vetores da mudança e decodificar os novos comportamentos desse ser humano.

Por todo lado, nas mais diferentes áreas, assistimos a transformações profundas que mudam a forma como nos movimentamos, nos comunicamos e até mesmo como encontramos um lugar para ficar quando vamos viajar. A revolução digital, com o intenso fluxo de informação e geração de dados, faz com que a gente se relacione e crie conexões diferentes com as pessoas, e isso nos oferece uma vastidão de oportunidades e ao mesmo tempo uma necessidade de ordenação desta quantidade enorme de variáveis.

E é claro que isso também se reflete na saúde, onde pacientes cada vez mais informados demandam uma nova relação com o sistema como um todo. Uma relação em que as preferências das pessoas são cada vez mais importantes, tanto quanto a experiência clínica e as evidências científicas. Nesta sociedade conectada, são os consumidores que transformam os mercados. Com as facilidades tecnológicas crescendo exponencialmente, o protagonismo do indivíduo se tornou uma realidade e demanda por mudanças significativas.

Diante desse cenário, a indústria da saúde tem se mostrado ineficiente e financeiramente inviável. A necessidade de se reinventar é urgente. Esse é o momento para evoluir, transformar e investir em novos modelos de negócio, criando novas experiências e aumentando a efetividade.

Abordagem sistêmica com o design centrado no ser humano na indústria da saúde

Existe então o desafio de decodificar essas preferências, integrando-as a novas experiências com foco no ser humano. E é aqui que entra a expertise e o pensamento de uma outra área que vem ajudando a criar soluções capazes de transformar positivamente o planeta: o design centrado no ser humano.

Não aquele design compreendido de forma simplificada, que parece apenas estar relacionado a objetos bem desenhados, mas o design como ferramenta sistêmica de inovação, que integra um processo estratégico para decodificar e compreender comportamentos, desejos e necessidades e assim promover inovação nos negócios e na sociedade. Novos produtos, serviços, experiências e marcas, criados por times transdisciplinares que integram designers, pesquisadores, engenheiros, artistas, médicos e outras especialidades podem trazer um novo rumo mais do que necessário para um mercado complexo como a indústria da saúde.

Veja nosso case do VentFlow, um ventilador pulmonar eficaz no tratamento da Covid-19

Para auxiliar os atores desse ecossistema a inovar em seus negócios e a se reinventar diariamente, nós, Andressa Gulin, médica e expert em inovação pela Singularity University, e Levi Girardi, CEO e co-fundador da Questtonó, nos adaptamos ao fluxo dessa nova realidade e somamos esforços para encarar esse desafio, que é um dos mais complexos e relevantes do mundo atualmente.

Descubra Reconnecting Health.

 

Quer criar soluções inovadoras com o design centrado no ser humano na indústria da saúde?

Nós podemos conduzir e apoiar o seu negócio a desenvolver design e tecnologia na indústria da saúde a partir de soluções de impacto e centradas no ser humano.

Se você quer criar produtos incríveis para o seu negócio, como esse ventilador pulmonar para tratamento da Covid-19, ou esses nebulizadores e mesa cirúrgica, essa tecnologia IoT para diagnóstico da apneia do sono, ou até mesmo refazer toda a sua Customer Experience (CX), conte com a gente como parceiros estratégicos.

Somos um time global e transdisciplinar de designers, engenheiros, pesquisadores e estrategistas que desenvolvem produtos físicos e digitais, além de marcas e serviços de forma sistêmica e integrada. Para nós, construção de marca e desenvolvimento de produtos andam juntos.

→ Quero transformar o meu negócio! ←